Especialidade devolve aos pacientes a qualidade de vida e pode, inclusive, prevenir a doença
No dia 4 de fevereiro, comemorou-se o Dia Mundial de Combate ao Câncer, data criada em 2005 pela União Internacional de Combate ao Câncer (UICC). A data ganhou atenção na Conferência de Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Doenças Não-Transmissíveis (cardiovasculares, diabetes, respiratórias e câncer), em setembro de 2011.
Há algum tempo, a medicina é clara ao dizer que, para o tratamento e reabilitação de um paciente com diagnóstico de câncer, é necessário o envolvimento e ações urgentes de profissionais da saúde em várias especialidades, independente do grau e do tipo da enfermidade que atinge um indivíduo. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer, em 2012, somente no País, mais de 500 mil pessoas serão afetadas pela doença.
Na Fisioterapia, a especialização em Oncologia trabalha na reabilitação desses pacientes submetidos - ou não - ao tratamento, bem como na prevenção da doença. A intervenção pode ser feita a partir do diagnóstico, em todas as fases do tratamento e nos cuidados paliativos. Além disso, condutas como orientação quanto à promoção da saúde, fatores de risco e avaliação periódica são ações que devem compor a atuação desse profissional.
Segundo a representante da Associação Brasileira de Fisioterapia em Oncologia (ABFO) – associação do Sistema Coffito -, a fisioterapeuta Oncológica Anke Bergmann, “cada profissional, de acordo com sua área de atuação, deve aproveitar a oportunidade e fortalecer essas ações, colaborando assim, para o controle do câncer na nossa população”, afirma Bergmann.
A especialidade atua de forma integral e interdisciplinar na promoção à saúde, detecção precoce, diagnóstico e tratamento dos distúrbios provenientes da doença. Sua atuação se dá em todos os níveis de atenção básica, média e de alta complexidade para que a funcionalidade do indivíduo possa ser resgatada, por meio de métodos, técnicas e recursos educativos. O objetivo é devolver a qualidade de vida ao paciente.
O recurso pode ser utilizado em todos os casos, como câncer de mama, tumores de cabeça e pescoço, assim como nos casos relacionados ao sistema músculo-esquelético (ossos e músculos). No caso do câncer de mama, a Fisioterapia Oncológica pode auxiliar na recuperação e prevenção dos distúrbios linfáticos, caso haja a retirada dos gânglios linfáticos da axila, o que pode ocasionar a dificuldade de locomoção do braço. Em pacientes com tabagismo, sedentarismo ou obesidade, o acompanhamento do fisioterapeuta também é indicado, por exemplo, de pacientes com diminuição da capacidade pulmonar.
Dentre os procedimentos empregados por essa especialidade estão: drenagem linfática manual, exercícios ativos, passivos e alongamentos; exercícios respiratórios para melhorar o funcionamento pulmonar e retirada de secreções; treino de marcha e equilíbrio. Além da reeducação postural, readaptação domiciliar para facilitar o deslocamento e readaptação ocupacional. O procedimento é empregado de acordo com as disfunções causadas pelo tumor, bem como com os tipos de tratamento.
Sobre o COFFITO – O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) é uma Autarquia Federal criada pela Lei nº 6316, de 17 de dezembro de 1975, que representa cerca de 140 mil profissionais e tem como objetivos a normatização e o exercício do controle ético, científico e social das atividades da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional, das profissões de Fisioterapeuta e de Terapeuta Ocupacional e das empresas prestadoras de tais tipicidades assistenciais ao meio social.