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Artesanato feito em presídio enfeita natal de cidades do interior de MS

21/12/2011 - [14h:04m] - Cultura - Educação e Tecnologia      Diminuir Aumentar

 

 

 Cassilândia (MS) – Materiais descartáveis nas mãos dos reeducandos viram arte e ajudam a enfeitar cidades do interior de Mato Grosso do Sul com uma decoração natalina que encanta moradores e turistas.
 
          O trabalho desenvolvido por reeducandos no Estabelecimento Penal de Cassilândia (EPCAs) atravessou os limites do município e foi embelezar áreas públicas de Chapadão do Sul. Foram milhares de garrafas PET recolhidas pelas escolas da cidade, sendo transformadas em bolas, caixas de presentes, o Papai Noel com o trenó e as renas, entre outros símbolos do Natal. A exposição dos enfeites está na avenida Onze, no Terminal Rodoviário e na Praça de Eventos.
 
 
 
          Segundo o diretor do presídio, José Ronaldo da Silva, as peças foram confeccionadas a pedido da Prefeitura de Chapadão do Sul. Os trabalhos iniciaram em julho, sendo confeccionadas cerca de 500 peças reutilizando milhares de Pets.
 
         Quinze reeducandos trabalharam na confecção, com remuneração mensal de R$ 100,00. Os internos também atuaram na reforma das peças decorativas – feitas também no presídio há dois anos – para a cidade de Cassilândia.
 
              São Gabriel do Oeste
 
          No município de São Gabriel do Oeste (foto principal), famoso por promover o natal “Luzes do Cerrado” – graças à bela decoração que toma conta da cidade nesse período do ano – custodiadas que cumprem pena em regimes semiaberto e aberto também colaboram para embelezar os pontos públicos no local.
 
          Esse é o quarto ano consecutivo que as internas ajudam na decoração da cidade. No restante do ano – conforme a parceria firmada entre a Prefeitura e a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) – elas atuam em serviços gerais para o órgão municipal. Pelo trabalho elas recebem um salário mínimo mensal e remição de um dia na pena imposta para cada três de serviços prestados.
 
         Para o diretor-presidente da Agepen, Deusdete Oliveira, com a utilização da mão de obra prisional, os projetos de decoração dessas cidades conseguem unir ações importantes. “O trabalho de transformação das garrafas pet em ornamentos representa, além da iniciativa socioambiental e cultural, um incentivo à reinserção social dos reeducandos e reeducandas, dando a eles oportunidade de ocupação produtiva e remunerada”, ressalta. 
Fonte: Agepen
 

Fonte: Assessoria

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