Beltrame diz que meta de instalar 40 UPPs no Rio de Janeiro está mantida
13/11/2011 - 14h10
Nacional
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, comemorou a ocupação pela polícia das comunidades da Rocinha, do Vidigal e da Chácara do Céu, na zona sul, neste domingo (13), de forma pacífica e disse que a meta de atingir 40 unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na cidade está mantida.
Segundo ele, o objetivo era devolver o território à população “sem disparar um tiro e sem derramar uma gota de sangue, seja de quem for”.
“O que se tem de concreto é a libertação dessas pessoas do jugo do crime, do jugo do fuzil. O nosso trunfo é ação combinada e quebra de paradigma territorial”, afirmou durante entrevista coletiva, no fim da manhã de hoje (13), no 23º Batalhão de Polícia Militar, no Leblon, zona sul da cidade.
Ele destacou que o trabalho da polícia é desenvolvido muitas vezes num ritmo mais lento do que a sociedade espera, mas “com passos sólidos”.
Beltrame admitiu que a realização de novos concursos e o cronograma de formação de policiais para atuar nas unidades de Polícia Pacificadora (UPP) são “questões que precisam ser enfrentadas”. Ele ressaltou, no entanto, que o plano de expansão das UPPs para atingir 40 unidades até 2014, conforme previsto pelo governo, está mantido.
“Todas essas questões são importantes e têm que ser enfrentadas. Podem cobrar do administrador público atitude, mas não podemos deixar de fazer achando que não vamos conseguir. Este programa está previsto, foi estabelecido nas 40 unidades, tem condição de acontecer e assim será feito”.
Sobre a instalação da UPP na Rocinha, Beltrame reafirmou que ainda não há data definida. Segundo ele, as tropas policiais que ocupam a comunidade é que vão indicar o momento adequado para que a transição seja iniciada.
Tanques usados na ocupação de favelas impressionam moradores da zona sul do Rio de Janeiro
13/11/2011 - 13h21
Nacional
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Os tanques da Marinha, que foram utilizados no apoio logístico de transporte durante a Operação Choque de Paz, hoje (13), no Rio de Janeiro chamam a atenção de quem passa pela porta do 23º Batalhão de Polícia Militar, no Leblon, zona sul do Rio. No local, onde foi concentrado o comando da operação de ocupação das favelas da Rocinha, do Vidigal e da Chácara do Céu, estão estacionados quatro desses veículos blindados.
O porteiro Marcos Antônio Silva, morador da Rocinha, levou o filho Marcos Vinícius, de 12 anos, na manhã deste domingo para tirar fotos ao lado dos taques. Após pedir autorização aos policiais do batalhão, ele usou a câmera do celular para fazer o registro. “Não é todo dia que vemos esses tanques assim tão perto. Ele queria ver e eu trouxe o menino”, contou.
Já Marcos Vinícius disse já saber o que vai fazer com a foto: “Com certeza ela vai agora para o meu Facebook”, brincou.
Marco Antônio relatou que, apesar da apreensão dos moradores da comunidade com a ocupação, a madrugada foi tranquila, sem o registro de confrontos. Ele contou não ter dormido muito bem à noite por causa da expectativa de como seria a entrada das forças policiais, mas garantiu não ter alterado a rotina da casa.
“Até agora está tudo bem, vamos esperar para ver o que vai mudar”, disse.
A professora Índia Maria, moradora da Gávea, também passou pelo batalhão na manhã de hoje para conferir de perto os blindados da Marinha. “Ver esses veículos no cenário urbano impressiona porque eles são pesados e chamam a atenção. Não dá para passar sem perceber. Tomara que eles sejam o símbolo de um tempo de paz não só para as comunidades ocupadas, mas também para nós, que moramos no entorno e também ficamos apreensivos com o poder do tráfico”.
Ao todo, 18 blindados da Marinha foram utilizados na operação. O mais pesado deles, um modelo Clanf (Carro Lagarta Anfíbio), pesa 22,6 toneladas e tem capacidade para transportar 25 pessoas. Em geral, ele é usado para levar fuzileiros de navios para a terra. Além dele, a Marinha usou o M113 e o Mowag Piranha.
Balanço mostra apreensão de granada e máquinas caça-níqueis
13/11/2011 - 12h11
Nacional
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Um balanço parcial da Operação Choque de Paz, divulgado há pouco pela Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, mostra que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar apreendeu, até o fim da manhã de hoje (13), 13 armas e uma granada num tonel escondido na mata, na favela da Rocinha, zona sul.
Já a Polícia Civil apreendeu 31 motos roubadas, 21 mil CDs e DVDs piratas, 4,5 mil peças de roupas, 100 pares de tênis e 1,3 mil brinquedos que eram vendidos de forma irregular. Os policiais civis também encontraram rojões de artilharia antiaérea e radiotransmissores.
No Vidigal, os agentes apreenderam 14 máquinas caça-níqueis. Os equipamentos foram encontrados na calçada da Rua Olinto de Magalhães, no Morro do Vidigal, coberto por uma lona.
A Secretaria de Segurança também informou que a ouvidoria da polícia está fazendo um plantão especial neste domingo para receber reclamações e sugestões da população sobre a operação. O número do serviço é (21) 3399-1199 . O atendimento vai até as 17h.
O balanço final da Operação Choque de Paz será divulgado no fim da tarde.
Polícia vai permanecer na Rocinha até instalação da UPP
13/11/2011 - 11h54
Nacional
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que as forças estaduais de segurança vão permanecer na comunidade da Rocinha, após a ocupação durante a Operação Choque de Paz, neste domingo (13). Segundo ele, os homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar ocuparão o local até a instalação definitiva da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), a 19ª do estado do Rio, em data ainda não definida.
De acordo com Cabral, a ação de hoje só foi possível graças à integração das três esferas de governo, que permitiu que as tropas do Exército continuassem ocupando o Complexo do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio. Cabral lembrou que a presidenta Dilma Rousseff aceitou seu pedido de prorrogação da ocupação dos militares naquelas comunidades até junho de 2012 e acrescentou que logo após o controle da Rocinha ter sido anunciado hoje, ligou para agradecer a chefe de Estado.
“O território foi retomado graças à unidade e à união das forças públicas que trabalharam nessa operação, para resgatar comunidades que estavam abandonadas pelo poder público e dominadas pelo poder paralelo há décadas. Dentro do nosso planejamento de formação dos policiais, não teríamos como avançar no nosso calendário se não houvesse a prorrogação, se as Forças Armadas não dessem mais uma contribuição ao Rio de Janeiro”, disse, durante entrevista coletiva na manhã deste domingo, no 23º Batalhão de Polícia Militar, no Leblon, zona sul do Rio. No local, foi montado um centro de comando da Operação Choque de Paz.
Cabral ressaltou que, com base em dados coletados durante as intervenções do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o número de moradores da Rocinha dobrou entre os anos de 2000 e 2010, chegando a 100 mil pessoas. Ele informou que o governo vai lançar, em breve, o Censo da Rocinha e acrescentou que na comunidade vizinha, do Vidigal, também com base nesses dados, há 20 mil moradores.
“Esse Censo mostra que há uma distorção nos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que são 70 mil, mas 100 mil. São pessoas que precisavam criar seus filhos em paz. São os garçons, as cabeleireiras, as empregadas domésticas da zona sul, e pessoas com nível superior que querem ter acesso a uma vida digna e isso não ocorre sem paz”.
Até agora, a polícia apreendeu armas, entre elas fuzis, uma granada e diversas motos roubadas na Rocinha. O balanço final da operação só será divulgado no fim da tarde de hoje.
Bandeira do Brasil será hasteada na Favela da Rocinha
13/11/2011 - 10h23
Nacional
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Uma bandeira do Brasil deve ser hasteada ainda hoje (13) no alto da favela da Rocinha, informou o capitão de mar e guerra Jonatas Magalhães. Segundo ele, diferente do que ocorreu no Complexo do Alemão, a cerimônia vai contar com representantes de todas as instituições que participaram da Operação Choque de Paz.
"Trata-se de uma cerimônia simbólica, porque marca a recuperação do território pelo Estado", disse.
O capitão acrescentou que ainda não há horário definido para o ato, que vai ocorrer "no momento oportuno". Ele destacou que os blindados da Marinha estão à disposição para fazer o transporte das autoridades ao local.
Cabral liga para a presidenta Dilma e agradece apoio à ocupação da Rocinha
13/11/2011 - 10h23
Nacional
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, chegou há pouco ao 23º Batalhão de Polícia Militar, no Leblon, zona sul da cidade, onde está concentrado o comando da Operação Choque de Paz, de ocupação das comunidades da Rocinha, do Vidigal, e da Chácara do Céu.
Cabral cumprimentou o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e a chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha. Ainda na manhã de hoje, as autoridades vão conceder entrevista coletiva sobre os resultados da operação.
Segundo a assessoria de imprensa do governador, após o anúncio de que as forças policiais haviam tomado o controle das favelas, Cabral falou, por telefone, durante meia hora, com a presidenta Dilma Rousseff. Ele agradeceu o apoio do governo federal, da Marinha e da Polícia Federal à operação. Em seguida, o governador também ligou para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Bope apreende armas durante ocupação da Rocinha
13/11/2011 - 10h11
Nacional
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) apreenderam na manhã de hoje (13) 13 armas, sendo 11 fuzis, uma escopeta e uma submetralhadora, além de uma granada, na localidade conhecida como Laborioux, na parte alta da Rocinha.
Segundo os policiais, o armamento foi encontrado durante vasculhamento da região. Em dois dos fuzis, havia o desenho de um coelho, indicando que as armas pertenceriam ao traficante conhecido como Coelho, integrante da facção Amigos dos Amigos (ADA), que comandava o tráfico de drogas na comunidade.
Todo o material apreendido foi trazido para o Batalhão do Leblon, na zona sul do Rio, onde foi montado o quartel-general do comando da Operação de Paz, responsável pela ocupação das comunidades da Rocinha, do Vidigal, e da Chácara do Céu.
Polícia ocupa Rocinha sem registro de confrontos, informa chefe do Estado-Maior da PM
13/11/2011 - 9h20
Nacional
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - As comunidades da Rocinha, do Vidigal e da Chácara do Céu, na zona sul do Rio de Janeiro, foram ocupadas pelas forças policiais na madrugada de hoje (13). Às 4h10, blindados da Marinha iniciaram a incursão e pouco depois das 6h deste domingo as autoridades anunciaram que as comunidades estavam dominadas por homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque. Eles tiveram apoio de helicópteros.
De acordo com o coronel Alberto Pinheiro Neto, chefe do Estado-Maior da Polícia Militar, não houve registro de confrontos armados.
O efetivo de fuzileiros navais que participou da operação – 194 homens – foi o maior já empregado pela corporação em comunidades do Rio. No total, a Operação Choque de Paz, que conta com cerca de 3 mil homens, é preparatória para a instalação da 19ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio, em data ainda não definida.
Em alguns pontos, traficantes jogaram óleo na pista para evitar a movimentação dos veículos da polícia e da Marinha. Segundo o comando da operação, no entanto, isso não impediu a passagem dos blindados.
Durante a operação, um homem suspeito de envolvimento com tráfico de drogas foi detido no hospital de campanha montado na quadra da escola de samba da comunidade. Ele já havia sido condenado por assalto à mão armada e havia fugido do Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste, onde cumpria pena.
Policiais também apreenderam várias motos roubadas, munição e dinheiro na localidade conhecida como Boiadeiro, na Rocinha.
Os blindados da Marinha deixaram as comunidades por volta das 7h30 deste domingo. Também neste horário os acessos à região, que estavam bloqueados desde as 2h30, foram liberados para o tráfego de carros e ônibus. O espaço aéreo, que também havia sido fechado em apoio à operação, já está aberto.